7 jan 2015

A cafeína em exercícios de força



cafeina

 

A cafeína é uma droga estimulante do sistema nervoso central (Guerra et al, 2000), classificada como alcaloide pertencente as metilxantinas (1,3,7-trimetilxantina), onde tem o metabolismo iniciado pelo fígado através de enzimas, que dá origem a três metabólitos: paraxantina, teobromina e teofilina (Silva et al, 2014; Helou et al, 2013; Vasconcelos et al, 2007; Altimari et al., 2000; Altimari et al., 2006). Seus efeitos mais conhecidos consistem em aumentar o estado de alerta e diminuição da fadiga central (Guerra et al, 2000), onde relatos já mostram que pequenas doses (2mg/Kg) já estimulam um aumento do estado de vigília, respiração, diminuição do sono, diminuição de fadiga, maior liberação de catecolaminas, aumento da FC e diurese (Altermann et al, 2008) e a utilização a longo prazo podem provocar irritabilidade, dor de cabeça, fadiga e mudanças de humor (Vasconcelos et al, 2007).

 


No esporte quais são os resultados da cafeína?

 

Um estudo de Duncan et al (2013) selecionou 11 indivíduos treinados para sessões de exercícios resistidos no supino, levantamento terra, linha de bruços e agachamento com uma intensidade de 60% de 1-RM. O protocolo de suplementação seguiu a dosagem de 5mg/Kg de cafeína, e o resultado mostrou que a ingestão aguda de cafeína melhorou o desempenho do exercício de resistência até a fadiga, com uma redução na percepção do esforço e dor muscular.

 

O que pode explicar tais efeitos no exercício anaeróbico?

 

Uma provável alteração na percepção subjetiva do esforço (PSE), pois a cafeína semelha agir em determinada parte do SNC (Altimari et al, 2001) aumentando o desempenho com uma maior concentração de Beta-endorfinas (Goldstein et al, 2010) que agem com atributos analgésicos auxiliando a redução da percepção de esforço (Doherty & Smith, 2005; Davis & Green, 2009; Hurley et al, 2013; Ruiz et al, 2014), prolongando a atividade exercida (Ribas, 2010).

 

Outro motivo se dá por uma maior mobilização intracelular do cálcio entre retículo sarcoplasmático e o sarcoplasma, o que acaba gerando um aumento da sensibilidade do Ca2+ as miofibrilas (Nehlig &  Debry, 1994; Vasconcelos et al, 2007; Davis & Green, 2009; Caputo et al, 2012), que é indispensável na a contração muscular.  Mais um benefício seria o antagonismo a enzima fosfodiesterase (PDE), possibilitando uma maior concentração de adenosina monofosfato cíclica (AMPc), incitando hormônios que ativam a lipólise (Altimari et al., 2006; Alterman et al., 2008; Davis & Green, 2009).

 

E por último, com um aumento na produção de catecolaminas, em específico a epinefrina (Altimari et al, 2005; Davis & Green, 2009), acaba resultando em uma maior utilização de AGL’s decorrente da lipólise, o que interfere na glicogenólise (Ribas, 2010), reduzindo a utilização glicogênio muscular, o polissacarídeo que salva atletas e praticantes quando o exercício ultrapassa os 70% do VO2máx, onde sua baixa pode ser fator limitante no rendimento de atletas.

 

PROCURE UM NUTRICIONISTA PARA ADEQUAR SUA DOSAGEM DE CAFEÍNA EM RELAÇÃO A SEU PESO!

 

Eduardo Marinho,
estudante de nutrição do 4 º período, têm como interesse de pesquisa a utilização de recursos ergogênicos nutricionais no esporte. Ex-atleta de handebol e atualmente praticante de musculação.

 

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Equipe Musculação Total



  








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