6 mar 2011

Musculação: paixão ou obsessão?



 

Recentemente a musculação tem se tornado uma prática presente na vida de milhões de pessoas. O número de adeptos é cada vez maior, assim como o número de academias, profissionais do mundo fitness e produtos que ajudam a modelar o corpo ideal. Muitos praticantes acabam apaixonando-se pela atividade, tornando-a parte de seu estilo de vida, entretanto, em alguns casos, a musculação se torna uma obsessão e o que antes era benéfico pode se tornar um grande problema.

 


Os casos são mais freqüentes do que se imagina. É comum encontrarmos por aí os famosos “ratos de academia”. O termo refere-se àquele indivíduo que, não importa o momento em que você vai à academia, está sempre lá, treinando, treinando e treinando. Ele sempre está à procura de séries novas, exercícios mirabolantes e suplementos mágicos. Se você se identificou com algum dos “sintomas” citados, você pode estar exagerando na sua prática esportiva.

 

A musculação é uma atividade extremamente benéfica ao corpo e a mente. Sendo uma modalidade completa, ela alivia o stress, enrijece o corpo, retarda a velhice, combate problemas de saúde causados pelo sedentarismo, aumenta a disposição e, é claro, ajuda no visual. Porém é importante ficar alerta para que isso não se torne uma prioridade na sua vida. Já foram relatados casos em que o indivíduo possui como único assunto a academia, o treino, o suplemento, a comida, chegando a ponto de afastar-se de amigos, parentes, namorada e etc. Tornar-se obcecado não é benéfico, e quando o assunto é musculação não é diferente.

 

Como já citado acima, muitas vezes um indivíduo acredita que treinando todos os dias, mais e mais, atingirá seu objetivo mais rápido. Este pensamento, completamente equivocado, caracteriza-se como Síndrome de Adonis ou Vigorexia (conhecido como overtraining, em inglês). A musculação, diferentemente de outro esporte, é uma prática em que você só obtém resultados satisfatórios através de fatores externos à atividade em sí, como alimentação e, principalmente, descanso. Um músculo só se desenvolve quando descansamos e o abastecemos corretamente, pois a musculação em si nada mais é do que um estímulo, uma forma de dizermos ao músculo: “DESENVOLVA-SE!”.

 

O imediatismo marcado na maneira de pensar é uma das causas do overtraining. Fique atento a sintomas como febre, dores de cabeça, suor, aumento da temperatura, cansaço excessivo: são esse os sintomas de que você treina mais do que deveria.

 

Outro aspecto interessante a ser abordado é o da procura do treino e suplemento ideal. Em conversas nos ginásios é freqüente você ouvir a frase “O que você toma?” ou ainda “Me fala qual teu treino?”. Há sempre uma idéia de que para se obter resultados o praticante esconde algum segredo, alguma artimanha que o tornou daquele jeito.

 

Tanto os obcecados, no sentido de treinar sem parar, quanto aqueles que treinam sempre a procura de um atalho para o sucesso precisam rever seus conceitos e a maneira com a qual encaram a atividade física, pois deixam de usufruir de seus grandes benefícios, como autoconhecimento, bem-estar, saúde e auto-estima.

 

Tudo isso não quer dizer que você tenha que parar de ir à academia ou tomar o seu suplemento. Simplesmente faça isso conscientemente, faça disso um hábito e nada mais. Treine, mas jamais esqueça de se alimentar e descansar. Ou os resultados nunca virão.

 

Abaixo algumas dicas para você não exagerar na musculação:

 

1- Siga sua dieta, mas tenha em mente de que uma pizza no domingo ou aqueles salgadinhos com refrigerantes da festa de ontem não vão botar tudo a perder.
2- Procure treinar de 3 a 4 vezes na semana, descansando entre nos dias de folga da academia. Faça outra atividade que você goste.
3- Você adora falar sobre o assunto? Entre na internet, leia, pesquise, troque experiências. Faça uma amizade na academia, ou leve um amigo seu para lá. Assim você não vai ficar descarregando todo o papo de academia com os amigos do serviço ou a namorada.
4- Tire uma semana de folga da academia a cada 6 meses. Seu corpo merece um descanso.
5- Tenha em mente de que você é você. Não queria os braços daquele cara, ou o as costas do outro. Treine para você, supere a você mesmo.
6- Não se meça/pese todo dia. Os ganhos virão, então acalme-se. Faça seus exercícios e tenha paciência com os resultados.
7- Não use anabolizantes ou e não siga “aquele treino campeão” do seu fisiculturista favorito. Anabolizantes e “aquele treino” são para profissionais, e tudo é acompanhado por exames e profissionais gabaritados. Se você não quer se tornar um fisiculturista e com certeza não possui a estrutura de um profissional, não cometa esses erros. Eles podem te prejudicar.
8- Conheça seu corpo, estude a você mesmo. Maximize os resultados com experiência. Torne a prática algo que você sabe o porque de estar fazendo.
9- Suplementos são bons, aliás ótimos. Compre-os se quiser, mas nada de gastar tudo naquele whey importado e depois ficar em casa vendo TV o mês inteiro. Socialize-se.
10- Preocupe-se menos com os outros e mais com você.
11- Faça da musculação uma parte de você e não o todo.

 

Agradecimento especial ao nosso usuário e autor do artigo Jhonattan P. Nascimento.


Equipe Musculação Total



  








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Uma resposta para “Musculação: paixão ou obsessão?”

  1. Excelente artigo. Coloca a situação de frente para que os praticantes possam observar o contexto e verificarem se estão incluídos em alguns dos aspectos mencionados. Não obstante, já vi muito kbça de bagre, tentando influenciar algum praticante novato com quem tem amizade, só porque o sujeito não ” pega pesado ” no treino; ou faz um treino na conformidade daquilo que entende adequado para si, e o outro babaca, com um pouco mais de tempo fazendo críticas do tipo: ” pô, coloca peso nisso aí “… ” pô esse treino aí é de mocinha…e blábláblá”. como se para ser musculador vc. tenha sempre de ” carregar peso “. Ora, sem demérito aos trabalhadores de obra, isso esse pessoal faz, de maneira que, se eu quisesse carregar peso, trabalharia como ajudante de carga e descarga ou peão de bra.

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